Trabalho para o legado

Trabalho para o legado

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Alguns dias antes da abertura das Olimpíadas, no dia 5 de agosto do ano passado, muita gente não botava fé de que o Rio de Janeiro seria capaz de apresentar ao mundo um espetáculo lindo, técnico, profissional.

Havia de tudo um pouco, desde maledicências puramente ditas a presságios de má sorte que atestavam que os transportes não funcionariam a contento, que a violência afastaria os turistas e torcedores, que um surto de dengue, zika e chicungunha infectaria todos que estivessem na cidade, que as instalações não ficariam prontas a tempo e por aí vai.

Logo que assumimos o Ministério do Esporte, em meados de maio, deparamos com esses questionamentos. E não eram apenas de brasileiros. A mídia internacional lançava dúvidas diárias se daríamos conta de pôr de pé um evento do porte dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Faltando menos de dois meses para a abertura, efetivamos um conjunto de medidas para esclarecer, informar e tranquilizar a comunidade internacional de que tudo funcionaria a contento — como, de fato, funcionou. O resultado é o que vimos e o que a televisão difundiu no mundo todo: as Olimpíadas e Paralimpíadas foram um sucesso.

Um ano depois do evento, a dúvida agora é outra. Especula-se que os parques da Barra e de Deodoro serão elefantes brancos, bonitos de se ver, mas sem utilidade. Nossa resposta às críticas é o trabalho: nada que está sob administração do governo federal está parado, e tudo o que foi feito já está sendo bem utilizado pela população, pelos atletas e por quem quiser se valer dos espaços para eventos dos mais variados tipos, além de esportivos.

Desde que a prefeitura repassou ao Ministério do Esporte a incumbência de administrar as arenas 1 e 2, o Velódromo e o Centro de Tênis, em 23 de dezembro, já realizamos diversas atividades, e outras tantas estão programadas para acontecer. Em Deodoro, na parte que compete ao governo federal, estamos na mesma dinâmica.

Além disso, não nos esquecemos dos nossos atletas. O Bolsa Pódio, por exemplo, já está contemplando 109 atletas olímpicos e 130 paralímpicos, num investimento de R$ 31,5 milhões. Na próxima terça-feira, abriremos as inscrições do Bolsa Atleta para as demais categorias.

Neste um ano desde a abertura das Olimpíadas, muitas coisas já foram feitas, e sabemos que outras ainda estão por fazer. Temos disposição para enfrentar as dificuldades e acreditamos que estamos no caminho certo para atingir nosso objetivo: tornar o legado um bem para todos os brasileiros e dar condições aos nossos atletas para que façam nossa bandeira tremular mais vezes nos pódios olímpicos e paralímpicos.

Leonardo Picciani é ministro dos Esportes

Fonte: O Dia.