Sem união não há solução – artigo de Max Lemos

Sem união não há solução – artigo de Max Lemos

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Artigo do prefeito de Queimados Max Lemos, publicado no jornal O Dia de 26/08/2014

A questão do lixo é um ótimo exemplo: durante décadas, cada município tratou de buscar uma solução de forma isolada, dentro de suas limitações orçamentárias

O Estado do Rio ganhou este mês um instrumento que poderá ajudar muito no desenvolvimento dos municípios que compõem a Região Metropolitana. Trata-se da Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro, um órgão criado para reunir prefeituras e o governo do estado para formular, em conjunto, as políticas públicas e soluções para a região como um todo. Uma iniciativa que visa a acabar com um problema que já prejudicou muito a vida da população: a falta de comunicação entre os governos.

Hoje, a maioria dos municípios trabalha isoladamente de seus vizinhos, com ações que vão tão somente até o limite das suas fronteiras territoriais. Mas o fato é que questões como saúde, segurança, trânsito e saneamento não conhecem fronteiras. Políticas públicas que não se relacionam acabam sendo insuficientes.Elas precisam ser integradas.

A questão do lixo é um ótimo exemplo: durante décadas, cada município tratou de buscar uma solução de forma isolada, dentro de suas limitações orçamentárias. Isso levou à criação de lixões a céu aberto em todas as cidades, prejudicando o meio ambiente e a saúde das pessoas. Nos últimos anos, foi feito um esforço para acabar com os lixões, construindo soluções em consórcio. Dessa maneira, vários municípios passaram a se unir para fazer modernas Centrais de Tratamento de Resíduos.

Da mesma maneira, as alterações e obras no trânsito e dragagem de rios em determinado município acabam por afetar o vizinho. A ampliação de uma avenida em uma cidade pode aumentar o trânsito em outra. O aumento da vazão de um rio acaba por causar alagamentos na cidade que fica mais abaixo. Na Baixada, são notórios os problemas da sobrecarga do Hospital da Posse e a falta de coordenação entre diferentes postos de saúde, clínicas da família e UPAs da região. Com diálogo mais próximo entre os governos, este antigo problema poderá ser enfim solucionado.

A criação deste órgão, que vai reunir os melhores quadros das prefeituras envolvidas e do governo do estado, em articulação com o governo federal e empresas, pode representar um salto de qualidade considerável para a solução de inúmeros problemas que se arrastam há décadas. Só não pode burocratizar. É hora de trabalhar e consolidar esse importante mecanismo de integração regional.

Max Lemos é prefeito de Queimados