Por que os jovens participam pouco da política?

Por que os jovens participam pouco da política?

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whatsapp-image-2016-12-01-at-17-44-40Pouquíssimos são os jovens que atuam, estudam ou se interessam pela vida político partidária, o que parece ser contraditório ante pesquisas que mostram que a juventude brasileira nunca foi tão numerosa como agora. Acredito que a inclusão do jovem na política será importante para o futuro do Brasil, pois somente eles serão capazes de promover a renovação política que o país tanto precisa, livre dos interesses pessoais e do apadrinhamento no serviço público.

Como jovem militante na vida partidária, vez ou outra sou questionada sobre a razão do meu envolvimento com a política. A resposta que dou é sempre a mesma: preocupo-me com o meu futuro, tenho sonhos, ideias, vontade de mudar o mundo. Por isso, procuro fazer a minha parte, começando pela minha comunidade. Busco estar informada sobre o que acontece na administração do meu município, do meu estado, do meu país.

Historicamente, foi a juventude que lutou pelas nossas conquistas sociais e de liberdade no nosso Brasil. Em meados do século XVII, ainda na época do Brasil Colônia, algumas centenas de estudantes, em gesto heroico, impediram a invasão francesa a cidade do Rio de Janeiro. Também a proclamação da República teve a ativa participação dos jovens. Nas décadas de 50 e 60, entidades estudantis e juvenis estiveram à frente da campanha “O Petróleo é Nosso” e contra a ditadura militar que interrompeu nossa democracia.

Os jovens também foram às ruas, mais tarde, em busca do direito ao voto para Presidente da República, na campanha das “Diretas Já”, em 1984, e voltaram de rostos pintados, pedindo o “impeachment” do presidente Collor.

Um dos pretextos mais óbvios que a maioria da juventude usa para não se inserir no meio político é o comportamento reprovável de alguns políticos perante a sociedade. Mas não podemos nos pautar por isso, pois sabemos que a maioria dos políticos é formada por pessoas responsáveis e preocupadas com o bem comum.

Nós, jovens, temos o direito e o dever de participar da política. Como diria o ensinamento do ex-presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt: “Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude, mas podemos construir nossa juventude para o futuro”. E vamos ao Futuro!

Sávia Midiã
Coordenadora Estadual do EAD da FUG/RJ