Muito a fazer pelo estado – artigo do governador Pezão

Muito a fazer pelo estado – artigo do governador Pezão

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Artigo do governador Luiz Fernando Pezão publicado no jornal O Globo de 01/12/2014

Na campanha tive a oportunidade de debater pontos do meu programa. Não havia ali um rol de boas intenções, mas a pauta da minha vida para os próximos quatro anos

O Rio de Janeiro deu novo impulso a um ciclo importante da vida política do estado. Foram oito anos de transformações. Hoje uma realidade distinta impacta diretamente a vida das pessoas. É o caso das 38 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que beneficiam 1,5 milhão de pessoas que viviam em áreas conflagradas. O mesmo ocorreu com as 56 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que, nos últimos oito anos, já procederam a mais de 25 milhões de atendimentos.

A Linha 4 do Metrô em direção à Barra da Tijuca é outra obra de fôlego, que transportará diariamente 300 mil pessoas. Novos trens e barcas começam a chegar este mês e terão papel fundamental na melhoria do sistema de transportes. A conclusão do Arco Metropolitano é um projeto transformador: em torno da rodovia surgirá um novo polo de desenvolvimento do estado.

Estes são alguns dos feitos do governo Sérgio Cabral, com quem me orgulho ter trabalhado. Os 4.343.298 votos que obtive — agradeço a confiança de cada um deles — têm uma razão de ser. É o reconhecimento de que o trabalho deve avançar. É o que farei. Precisamos perseguir a vanguarda.

Tenho certeza de que este estado vai dar um salto importante quando as suas 92 cidades estiverem conectadas com fibra ótica. Esta cobertura de banda larga acompanhada de wi-fi livre vai sintonizar o Rio com tecnologias de ponta.

Durante a campanha tive a oportunidade de debater pontos do meu programa de governo. Não havia ali um rol de boas intenções, mas a pauta da minha vida para os próximos quatro anos. Na área da segurança, vamos aperfeiçoar as UPPs, contratar 12 mil policiais, construir três batalhões, além de um Centro de Operações Especiais.

Colocar o estado em primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é uma meta, que vou perseguir obstinadamente. Em 2009, ocupávamos a 26ª posição no ranking. Hoje, temos a 3ª melhor nota do país. Os avanços conquistados até agora passam pela educação. Para mim é a prioridade das prioridades.

Destaco também a Região Metropolitana, incluindo a Baixada Fluminense, além de Niterói e São Gonçalo. Já iniciamos a construção de Guandu II, que levará água a 100% da Baixada.

Na saúde, o Hospital Geral da Baixada é outra necessidade premente. Além disso, vou trabalhar muito na reconstrução da Santa Casa e sua transformação em hospital-escola. Também vamos ampliar o número de UPAs e clínicas da família.

A mobilidade urbana será marcada pela ampliação do bilhete único intermunicipal, Linha 3 do metrô (Niterói-São Gonçalo-Itaboraí) e Bairro Novo, que levará asfalto a 100% das vias da Região Metropolitana. Já começamos a tirar do papel a Linha 5 (Gávea-Carioca) e iniciaremos o processo do trecho Estácio-Carioca-Praça Quinze.

Durante décadas, o Rio se ressentiu do fato de ter deixado de ser a capital da República. Não existe mais razão para esse tipo de melancolia. O Rio encontrou suas vocações. Somos a segunda maior economia do país. Recebemos grandes investimentos federais e privados, assistimos à retomada de parques industriais e ampliação dos serviços.

Pesquisa realizada pelo IBGE constatou, recentemente, que já respondemos por 11,5% do PIB brasileiro. E mais: no período estudado de 2011 e 2012 fomos — entre os 27 estados — o que mais ampliou sua participação na geração das riquezas do país. O Rio tem hoje o maior rendimento médio do país e uma das menores taxas de desemprego. O turismo, o setor de serviços, a nossa sempre criativa indústria do entretenimento e toda a cadeia do petróleo estão cada vez mais pujantes.

Daqui a 20 meses, vamos hospedar o maior de todos os eventos esportivos do mundo, as Olimpíadas. Esses jogos deixarão um legado capaz de mudar o patamar da qualidade de vida dos fluminenses. Nada disso é por acaso. Foi a perfeita sintonia entre os governos federal, estadual e municipal que nos garantiu o privilégio de receber, em agosto de 2016, 10.500 atletas e cerca de 400 mil turistas.

Como se vê, muito já se fez e muito ainda há que ser feito. A campanha eleitoral acabou. Mas as mangas continuam arregaçadas.

Luiz Fernando Pezão é governador do Rio de Janeiro