Em entrevista à Revista Tatame Leonardo Picciani fala dos avanços conquistados no desporto nacional

Em entrevista à Revista Tatame Leonardo Picciani fala dos avanços conquistados no desporto nacional

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Arte suave na política

Em maio de 2016, Picciani foi escolhido pelo presidente Michel Temer para assumir o Ministério dos Esportes, e a partir disso, procurou fazer mudanças e melhorias para as modalidades praticadas no país, inclusive as de luta. Em entrevista exclusiva à TATAME, ele fez uma avaliação sobre o trabalho desenvolvido no Ministério, citando em especial os esportes de combate, como o Jiu-Jitsu.

“O Ministério teve uma parceria muito profunda com as modalidades de luta que, sem dúvida nenhuma, estão entre as modalidades mais populares do país, com mais adeptos e pessoas que querem praticar. O Jiu-Jitsu é uma das mais, senão a mais praticada. Temos um programa específico para as modalidades de luta no Ministério, que é o ‘Luta pela cidadania’, que trabalha, sobretudo, em comunidades carentes em todo país. Os núcleos de modalidades de luta integram outros projetos do Ministério como o Esporte e Cidadania para todos”, disse Picciani.

Nos últimos anos, além dos incentivos e investimentos feitos nos esportes de luta, muitas competições vêm sendo realizadas no país como forma de aproximar as modalidades do público, tornando as mesmas mais populares e atraindo possíveis novas gerações de lutadores, seja no Jiu-Jitsu, Boxe, Judô, Caratê, etc.

“Nós tivemos muitos eventos ao longo desse processo (desde que assumi o Ministério do Esporte). Em 2017, realizamos 12 eventos, como o reality de Judô, o Gracie Pro Jiu-Jitsu e o Fight for Life, por exemplo. Neste ano (2018) já fizemos cinco eventos, como o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu Profissional e a seletiva estadual de Caratê em sua segunda etapa. Tudo isso foi feito no Parque Olímpico da Barra, legado das Olimpíadas de 2016”.

E para quem pensa que a relação de Leonardo Picciani com os esportes se dá “apenas” pela sua passagem no Ministério dos Esportes, não sabe que o fluminense é faixa-preta de Jiu-Jitsu e pratica a arte suave desde a adolescência. Além dos incentivos e participação no crescimento da modalidade no país, o político é um dos maiores defensores da “causa” de tornar o Jiu-Jitsu um esporte olímpico, algo que já esteve muito distante, mas com o passar dos anos, passou a virar um sonho cada vez mais próximo de ser realidade.

“Eu pratico Jiu-Jitsu desde a adolescência até hoje, e tenho o Jiu-Jitsu como um dos principais pilares na minha formação. À frente do Ministério, nós buscamos incentivar a prática das modalidades de luta, que são bastante populares no Brasil. Lançamos também a campanha do Jiu-Jitsu como modalidade olímpica e eu creio que o Jiu-Jitsu tem se organizado cada vez melhor e, com essa organização, permitirá transformá-lo em uma modalidade olímpica e também ter cada vez um nível técnico e de qualidade maior”, analisou Leonardo, que falou um pouco mais acerca dos projetos para as lutas.

“Pretendemos aumentar o número de núcleos de esporte como um todo, e dentro desses núcleos, vamos lutar para que tenha também a opção das modalidades de luta, sem dúvidas. É um projeto que está em desenvolvimento”, argumentou Picciani, que ainda destacou a importância  de que haja uma organização cada vez maior para que o crescimento das modalidades não seja uma questão a curto prazo.

“Creio que é importante que as modalidades se organizem cada vez mais, tenham boas gestões. Isso sem dúvida é essencial e ajudará muito na busca por uma maior profissionalização e também desenvolvimento dos esportes de lutas no país”.