Cinco minutos com Bruno de Souza, prefeito reeleito de Quatis

Cinco minutos com Bruno de Souza, prefeito reeleito de Quatis

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whatsapp-image-2016-10-18-at-19-19-16Reeleito em Quatis, o prefeito Bruno, como é conhecido, avalia, nesta entrevista, as transformações do município durante sua gestão e fala sobre os desafios do novo mandato. Para ele, o resultado das urnas é reflexo de suas ações em prol da melhoria do abastecimento de água na cidade do Sul Fluminense.  “O resultado do trabalho foi tão positivo que 57% da população aprovou nossa gestão”.

1. Quais serão as primeiras ações do mandato?

Devido à crise, precisamos manter os serviços primordiais, como saúde e educação. Vamos tentar buscar os recursos com o governo do estado, e manter a folha de pagamentos em dia, especialmente nos serviços essenciais para a população. As obras que estão em andamento estão tendo sequência, como as reformas nas praças e o asfaltamento de algumas ruas. No momento, estamos fazendo a programação de fim de ano na Arena Cultural, com festividades do aniversário da cidade até o Natal.

2. Que balanço o senhor faz do primeiro mandato?

Foi um mandato muito difícil porque acabei pegando um tempo muito ruim. Todos os prefeitos que governaram no período de 2012 e 2016 enfrentaram vários problemas, mas o fato de eu ter vindo para o PMDB contribuiu muito. O partido e o presidente Jorge Picciani nos ajudaram bastante, e conseguimos cumprir mais de 60% do que prometemos no programa de governo. Com a ajuda do governador Pezão, conseguimos, por exemplo, fazer a troca de 16km de tubulação e entregar três escolas reformadas. O resultado foi tão positivo que mais de 57% da população aprovou nas urnas a nossa gestão. Fomos o primeiro partido a conseguir a reeleição de um prefeito em 23 anos de história do município. A cidade continua no mesmo ritmo.

3. Quais são os principais desafios a serem enfrentados pela prefeitura?

São muitos. Primeiramente, temos que tentar um mecanismo para aumentar a arrecadação para, por exemplo, manter uma saúde de qualidade. Nosso serviço é emergencial, sem média e alta complexidade, e dependemos muito dos recursos do governo federal. Eu, que sou economista, sei que temos um quadro não muito bom para o ano de 2017. A população é muito carente, muito dependendo do SUS e da própria Prefeitura, que é o maior empregador.

4. Que medidas estão sendo planejadas para resolver um problema histórico de Quatis, que é o abastecimento de água?

Desde o começo de 2012, percebemos que o problema era mais falta de gestão do que de água. Assim que entramos, fizemos contato com o governador Cabral para resolvermos o problema. Saímos da faixa de 6 mil para 14 mil habitantes, e precisávamos de uma estação de tratamento de água maior para jogar água. Também tivemos que trocar os canos, que eram muito antigos e obsoletos. Em abril de 2014, o governador Pezão inaugurou a nova estação. Hoje, temos água em 80% da cidade com abastecimento. Vamos agora solucionar os outros 20%. Uma hora de bombas sem funcionar gera quatro horas sem água. Quebrar o tabu da falta de água foi um feito histórico.

5. Como enfrentar o problema da violência no município?

O maior problema é o da violência. A violência no Sul Fluminense é muito grande pela falta de policiamento na rua. A DPO do Porto Real hoje atende mais de 34 mil habitantes, e apenas quatro policiais fazem rodízio em Quatis. Como o município é muito extenso, fica difícil dar cobertura. O que podemos fazer é o uso da prevenção. Fizemos o concurso para aumentar o contingente de 20 a 70 guardas municipais para atender os bairros de maior ocorrência. Os guardas vão agir juntos à Polícia Militar. Temos que investir também em filmagem para auxiliar tanto a guarda, como a polícia. Os casos ainda são poucos, mas registramos um aumento de roubos e furtos. Todos os municípios estão se reunindo bastante para evitar que a violência se estende. A população hoje clama por ações conjuntas.