Cinco minutos com Arnaldo Vianna: "Campos não pode esperar"

Cinco minutos com Arnaldo Vianna: "Campos não pode esperar"

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2016-07-26_10-07-09_ArnaldoPouco antes da solenidade de filiação do Dr. Arnaldo Vianna e sua mulher, Edilene, ao PMDB-RJ, o ex-prefeito conversou com a reportagem do partido e deu a seguinte entrevista:

1) Qual a razão da sua filiação ao PMDB?

Sempre tive grandes amigos no PMDB. Fiz campanha para o Cabral e para o Pezão e nesta última campanha de 2014 enfrentamos uma máquina muito poderosa em Campos. Mesmo assim, o Pezão foi o mais votado na cidade. Com isso, fui cada vez mais me aproximando do partido – além de eu ter sido deputado federal em Brasília com o (presidente da República em exercício) Michel Temer, quando ele era presidente da Câmara. Além disso, conheci uma pessoa que é um ícone da política fluminense, uma pessoa que tem uma firmeza muito grande e um sério compromisso com o povo, que é o Jorge Picciani. Tudo isso me fez repensar a minha vida política e resolvi mudar para melhor, vindo para o PMDB.

2) O seu apoio ao Geraldo Pudim, que já foi o seu vice. O que isso representa?

O apoio ao Pudim é porque eu o conheço. Fomos vereadores juntos, depois o Pudim foi meu vice, em um momento muito difícil da minha vida, quando tive um aneurisma cerebral e o Pudim assumiu a Prefeitura durante os meses nos quais fiquei afastado. E ele foi de total correção comigo e com o povo de Campos. Ainda fomos deputados federais juntos e pude ver o desempenho dele e ter certeza de que ele está preparado para governar Campos nesse momento, no qual a cidade precisa de um político comprovadamente aprovado e experiente.

3) Como o senhor avalia o cenário hoje em Campos?

Vivemos um caos político/administrativo na cidade e só um político com pulso forte nós vamos poder reverter esse quadro. Um dos nós de Campos está na Saúde e, como ex-gestor e médico, e já disse ao Pudim que estou à disposição dele para ajuda-lo a reformular a Saúde. O Pudim enfrenta hoje um candidato que foi vice-prefeito, foi secretário de Saúde e foi avaliado como a pior gestão da Saúde de Campos. Campos não pode viver como está vivendo hoje. Falei da Saúde, mas se a gente for olhar a Educação também está uma lástima. Se olharmos para o comércio, são lojas e lojas fechadas. São indústrias fechando. Precisamos retomar o crescimento que, junto com o Pudim, fizemos em Campos. Naquela época, diziam que Campos não tinha prefeito e vice, tinha dois prefeitos! Esse modelo deu certo e tenho certeza de que vai continuar dando certo.

4) A sua esposa (Edilene) vai ser a vice do Pudim. Ela também está vindo para o PMDB?

Ela está se filiando hoje ao partido e vai trazer uma enorme contribuição, porque é uma pessoa de uma psicopedagoga experiente, de extrema sensibilidade, que vai saber ajudar a humanizar o atendimento que hoje é dado às nossas crianças e jovens, especialmente aqueles com dificuldade de aprendizado.

5) Como fica a história do PDT, que tem como candidato o seu filho?

Por enquanto ele mantém a candidatura, mas acho que em alguns dias ele vai estar aqui preenchendo essa ficha de filiação ao PMDB. Amo meu filho, mas quero que ele termine o principal, que é a faculdade. Depois, terá  meu apoio. Hoje, meu apoio é total ao Pudim. Meu filho pode esperar. Mas Campos não.