Alto da Serra deve ganhar primeiro Centro de Referência da Juventude no interior

Rio de janeiro, 05/11/2011. O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, na cerimônia de inauguração do Centro de Referencia da Juventude - CRJ na Vila Ipiranga, Niterói. Foto: André Gomes de Melo

Alto da Serra deve ganhar primeiro Centro de Referência da Juventude no interior

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Publicado em 05/12/2017, em Tribuna de Petrópolis.

A região do Alto da Serra vai ganhar o primeiro Centro Estadual de Referência da Juventude fora da capital. A iniciativa partiu da superintendente para juventude do governo do Estado, Jéssica Ohana, que conseguiu o apoio do prefeito Bernardo Rossi para o projeto. “Vamos oferecer aos jovens desta região esporte, capacitação profissional, lazer e outros projetos, mas tudo vai depender da demanda dos próprios beneficiários”, disse Jéssica.

Ela explicou que, a partir da inauguração, que deve ocorrer até 16 de dezembro, o Centro de Referência vai contar com professores e profissionais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), que atuam em Petrópolis. Além disso, segundo Jéssica Ohana, onde os centros estão instalados, a maioria nas comunidades pacificadas, funcionam com pessoas contratadas e também com voluntários, o que permite oferecer aos jovens um grande número de serviços.

Para o superintendente para juventude do governo do Estado, os centros têm um papel importante nas comunidades onde estão inseridos, pois, além de serem um facilitador para os jovens terem acesso a diversos serviços, contribuem para que muitos não entrem para o mundo das drogas. “Quando houve o agravamento da crise econômica do Estado, houve a proposta de fechar os centros, mas quando ouvi de uma mãe para não fechar, pois o filho dela tinha se recuperado e se afastado das drogas graças ao centro, tomei a decisão de não fechar nenhum e, com todas as dificuldades, estão mantendo todos abertos”, contou.

Por causa da sua decisão e vendo a necessidade de levar este trabalho para outros municípios, Jéssica Ohana passou a visitar as cidades de Estado, onde encontrou jovens vivendo em diversas situações, muitos em clara situação de risco social. “O poder público não consegue atender à juventude com políticas públicas que os ajudem a sair da situação de risco social, pois na sua grande maioria há uma desarticulação do governo com ações para juventude”, comentou Jéssica Ohana.