A paz avança – artigo de Luiz Fernando Pezão sobre ocupação da Vila Kennedy

A paz avança – artigo de Luiz Fernando Pezão sobre ocupação da Vila Kennedy

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Artigo do vice-governador Luiz Fernando Pezão publicado no jornal O Fluminense de 17/03/14

15/12/2011 - Formatura de 411 praças da PM. Foto Marcelo HornNa última quinta-feira, iniciamos o processo de pacificação em uma das áreas mais violentas do Rio, onde durante décadas criminosos aterrorizaram os moradores. Estou me referindo à Vila Kennedy, em Bangu, onde vamos instalar a 38a. Unidade de Policia Pacificadora (UPP) do estado. Sem disparar um só tiro, a Polícia retomou outro território de bandidos, que restringiam o ir e vir de milhares de pessoas.

Conforme os veículos de imprensa noticiaram, a ocupação trouxe alívio aos moradores, que antes viviam em meio a confrontos e criminosos circulando armados. Foram vários depoimentos de moradores, aliviados com o fim do terror imposto por traficantes.

A ocupação da Vila Kennedy é resultado de um consistente trabalho de inteligência da Polícia Militar e da Polícia Civil. Houve muitas apreensões de drogas e armas e prisões anteriores à entrada das forcas policiais. Esse processo vem se aprimorando a cada instalação de UPP.

Contamos sempre com o apoio do Corpo de Bombeiros, da prefeitura e do governo federal. Portanto, o projeto da pacificação é mais uma política de integração que deve continuar. É um processo planejado, com inteligência e trabalho investigativo, que vai se aprimorando passo a passo, de UPP em UPP.

Ainda estamos longe do ideal, mas avançamos muito. Vamos chegar a outras comunidades que ainda precisam de paz e reforçar o processo naquelas onde há problemas, como é o caso da Rocinha e Alemão, comunidades complexas, onde moram quase 200 mil pessoas. Nestas, criminosos tem feito covardias contra policiais, para desestabilizar o processo de pacificação. Só que a lógica foi invertida. Anteriormente, a polícia entrava nas comunidades, havia confrontos com bandidos e a Polícia ia embora. O território era dos criminosos. Hoje, não. Quem comanda, quem está 24 horas dentro das comunidades é a Polícia. Essa é uma mudança histórica de paradigmas. O território é dos moradores. É a vitória da paz e da liberdade.