5 minutos com a deputada estadual Ana Paula Rechuan: ela é autora de três leis voltadas à prevenção de doenças causadas pelo Aedes aegypti.

5 minutos com a deputada estadual Ana Paula Rechuan: ela é autora de três leis voltadas à prevenção de doenças causadas pelo Aedes aegypti.

Compartilhe isso:

ana-paula2Médica por formação, a deputada Ana Paula Rechuan tem dedicado em seu mandato especial atenção à melhoria da saúde pública. Ela, por exemplo, é autora de três leis aprovadas na Alerj destinadas ao combate ao Aedes aegypti. Nesta entrevista, a parlamentar fala sobre essa sua atuação no legislativo.

A senhora tem se mostrado empenhada no combate ao mosquito Aedes aegypti e já conseguiu aprovar três leis focadas na prevenção das doenças transmitidas pelo mosquito. Na sua visão, é mais importante prevenir do que tratar as doenças?

Ambas são importantes, e devem ser garantidas pelo estado. É fundamental que a informação chegue ao cidadão de forma clara, visto que as ações de prevenção são as principais armas contra as doenças. E é isso que tenho buscado no meu mandato: propor leis que contribuam para o combate às doenças que causam dano à saúde pública.

Quais são essas leis que a senhora aprovou?

Já conseguimos aprovar a Lei 7110/15, que permite a entrada de agentes de saúde em imóveis fechados; a Lei 7216/16, que prevê multa e advertência no caso de focos do Aedes aegypti; e a Lei 7213/16, que reduz o imposto do repelente. O investimento em prevenção, além de beneficiar o próprio cidadão, reduz os gastos do estado com medicamentos e internações.

O que ainda precisa ser feito para conscientizar a população sobre a prevenção e os cuidados para evitar que o Aedes aegypti se reproduza?

Cerca de 90% dos focos do mosquito estão nas residências, e ainda há quem tenha restrições com a entrada de agentes de saúde para vistoriar. Os governos estadual, federal e também as prefeituras têm mantido ações e ampliado a visitação, mas acredito que a população deve entender que não precisa esperar um agente chegar para fazer sua parte; deve se antecipar, olhando sua casa e também denunciando focos suspeitos.

Como médica, como avalia a relação entre o zika vírus e a microcefalia? É recomendável que as mulheres evitem engravidar enquanto houver epidemia?

Ao que tudo indica, até o momento existe uma forte associação entre zika e microcefalia. As mulheres em idade fértil devem ser orientadas com relação a isso e fazer a sua escolha. É importante orientar que uma vez adquirido o vírus Zika, nada pode ser feito para minimizar os efeitos sobre a gestação e o feto.

Quais políticas públicas podem ser adotadas para facilitar o acesso ao tratamento do cidadão que tenha adquirido alguma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti?

Com o agravamento da epidemia, em decorrência do surgimento de possíveis doenças correlacionadas – como microcefalia e síndrome de guillian-barré –, o Governo do Estado já vem elaborando novos protocolos de atendimentos, e treinamentos para profissionais da área de saúde para atuar em todo o estado.

A Secretaria Estadual de Saúde está elaborando um protocolo para atender a mulheres grávidas com bebês com microcefalia a ser difundido por todos os municípios. Já os casos suspeitos de guillian-barré serão encaminhados para o Hospital da Lagoa para fechamento de diagnóstico e tratamento.

A senhora tem mais algum projeto em tramitação na Alerj relacionado a ao combate a essas doenças?

Temos outros três projetos de lei tramitando na Alerj. Um deles, apresentado juntamente com a bancada feminina, solicita a distribuição gratuita de repelente para mulheres grávidas. Outro, determina que a publicidade do Governo do Estado deve conter logomarca que trate de epidemias. E ainda temos um que proíbe o uso do larvicida Pyriproxyfen, que pode ter relação com casos de microcefalia.